Ultrassom de tireoide em Londrina: como e feito, preparo e quanto costuma custar

o ultrassom de tireoide é um exame de imagem rápido, indolor e sem radiação, feito com o paciente deitado e o pescoço levemente estendido. Dura de dez a.

Resposta rápida: o ultrassom de tireoide é um exame de imagem rápido, indolor e sem radiação, feito com o paciente deitado e o pescoço levemente estendido. Dura de dez a vinte minutos, não exige jejum nem suspensão de medicamentos, e mostra tamanho, textura e presença de nódulos na glândula e nos gânglios do pescoço. Ele descreve anatomia, não mede função: quem informa se a tireoide funciona demais ou de menos é o exame de sangue. Em Londrina, o valor particular costuma ficar entre R$ 120 e R$ 350, e o exame é coberto por planos regulamentados mediante pedido médico.

Como o exame é feito, passo a passo?

Você deita de barriga para cima em uma maca, com um apoio sob os ombros para deixar o pescoço levemente estendido. Essa posição expõe a glândula, que fica na frente da traqueia, logo abaixo do pomo de adão. Não é preciso tirar a roupa, apenas liberar a região do colo e retirar colar, cachecol ou gola alta.

O profissional aplica um gel condutor sobre a pele e desliza um transdutor linear de alta frequência sobre a região. O gel é frio no primeiro contato e sai com papel ou toalha ao final. Durante o exame, é comum pedirem que você engula ou que fique alguns segundos sem falar, porque o movimento de deglutição ajuda a delimitar estruturas.

O tempo total costuma ser de dez a vinte minutos, um pouco mais quando há vários nódulos a medir ou quando o estudo inclui as cadeias de gânglios do pescoço. Não há dor, não há agulha, não há radiação ionizante e não há restrição para dirigir ou trabalhar depois. Você sai do exame e segue o dia normalmente.

Precisa de jejum ou de algum preparo?

Não. O ultrassom de tireoide dispensa jejum, dispensa bexiga cheia e não exige suspensão de medicamentos, inclusive hormônio tireoidiano de uso contínuo. Você pode comer, beber água e tomar seus remédios normalmente antes de ir.

O único preparo útil é documental. Leve o pedido médico, os laudos de ultrassons anteriores e, se tiver, as imagens em disco ou aplicativo. Comparar medidas com o exame prévio muda a leitura: um nódulo estável há anos e um nódulo que cresceu em poucos meses recebem interpretações diferentes, ainda que tenham o mesmo tamanho hoje.

Vale também levar os resultados recentes de sangue. Nem sempre o profissional que faz a imagem vai usá-los, mas quem vai interpretar o conjunto na consulta certamente vai.

O que o ultrassom mostra e o que ele não mostra?

O exame mostra dimensões de cada lobo e do istmo, volume estimado da glândula, textura do parênquima, presença de cistos e nódulos com suas medidas, características internas de cada nódulo, padrão de vascularização e o aspecto dos gânglios linfáticos cervicais. Ele também identifica alterações difusas de textura, comuns em processos autoimunes de tireoide.

O que ele não faz: não mede TSH, não diz se você tem hipotireoidismo ou hipertireoidismo, não define se um nódulo é benigno ou maligno e não confirma diagnóstico sozinho. Estratificações de risco por imagem, como os sistemas TI-RADS, organizam a probabilidade de um nódulo merecer investigação adicional; probabilidade não é veredito.

A tabela abaixo separa o que cada exame de tireoide responde, porque muita confusão nasce de esperar de um método a resposta que pertence a outro.

Exame Pergunta que responde O que não responde
Ultrassom Como a glândula está por dentro: tamanho, textura, nódulos, gânglios Se a função hormonal está alterada
TSH e T4 livre Se a glândula está funcionando acima ou abaixo do esperado Se existe nódulo e qual o aspecto dele
Anticorpos antitireoidianos Se há sinal de processo autoimune O tamanho e a estrutura da glândula
Cintilografia Como a glândula capta iodo e onde a captação se concentra Detalhe anatômico fino dos nódulos
Punção com agulha fina Qual o padrão das células do nódulo A função hormonal e o volume da glândula

O que costuma aparecer no laudo?

Um laudo bem feito descreve a glândula em números e adjetivos: medidas nos três eixos de cada lobo, volume total, ecogenicidade do parênquima e sua homogeneidade. Depois vem a descrição de cada nódulo relevante, com localização, medidas, composição, ecogenicidade, formato, margens e presença de focos ecogênicos.

Esses descritores não são enfeite: eles alimentam os sistemas de classificação de risco. Termos como sólido, hipoecogênico, mais alto que largo, margens irregulares e microcalcificações aparecem porque a literatura associa cada um deles a um peso diferente na estratificação. É por isso que dois nódulos de mesmo tamanho podem receber recomendações distintas.

No fim, o laudo costuma trazer uma impressão diagnóstica e, com frequência, uma sugestão de conduta ou de intervalo de seguimento. Essa sugestão é uma orientação técnica dirigida ao médico solicitante, não uma prescrição para o paciente. A decisão do que fazer sai da consulta.

Laudo de imagem não fecha diagnóstico

Ultrassom descreve o que a onda sonora encontrou naquele dia, com aquele aparelho e aquele operador. Nódulo é achado extremamente comum, e a maioria não representa doença relevante. Procurar o significado de cada termo do laudo na internet e concluir sozinho o que você tem, ou concluir que está tudo resolvido, são erros do mesmo tamanho. Leve o documento a quem pediu o exame.

Quem pode solicitar e quando o exame é indicado?

A solicitação de exame de imagem é atribuição do médico e, dentro de suas normas de competência, de outros profissionais legalmente habilitados. Na prática ambulatorial da tireoide, o pedido costuma partir do clínico geral, do médico de família, do ginecologista, do médico que acompanha a tireoide ou do cirurgião de cabeça e pescoço.

As situações que mais motivam o pedido são: nódulo ou aumento perceptível no pescoço, seja notado pelo paciente ou no exame físico; achado incidental de nódulo em outro exame de imagem da região; acompanhamento de nódulo já conhecido; investigação de tireoide autoimune com alteração de função; e avaliação de gânglios cervicais persistentes.

Vale dizer o que não é indicação: rastreamento de rotina em pessoa assintomática, sem alteração no exame físico e sem fator de risco. Recomendações internacionais desaconselham essa prática, porque a alta prevalência de nódulos irrelevantes gera cascata de exames, ansiedade e procedimentos evitáveis. Quando o objetivo é acompanhar uma tireoidite autoimune já conhecida, o desenho do seguimento aparece descrito na página sobre avaliação de tireoide e Hashimoto em Londrina.

Quanto costuma custar em Londrina?

No particular, o ultrassom de tireoide em Londrina costuma ficar entre R$ 120 e R$ 350. Clínicas de imagem de grande porte e hospitais tendem a praticar valores na parte de cima da faixa; consultórios e clínicas menores, na parte de baixo. Alguns serviços cobram a mais quando o estudo inclui as cadeias cervicais ou quando é solicitado laudo com comparação de exames anteriores.

Nos planos de saúde regulamentados, o exame integra a cobertura mínima obrigatória definida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, com pedido médico e indicação clínica. O que costuma travar a autorização é detalhe operacional: carência, ausência de hipótese diagnóstica no pedido ou necessidade de autorização prévia da operadora.

Na rede pública, o exame é ofertado pelo SUS por meio das unidades de saúde do município, com encaminhamento e fila regulada. Se o próximo passo indicado for a coleta de material do nódulo, os critérios e custos desse procedimento estão descritos em punção de tireoide por PAAF.

O que conferir na hora de escolher onde fazer?

Três pontos importam mais do que o preço. O primeiro é a experiência de quem executa: ultrassom é operador dependente, e a qualidade da descrição dos nódulos varia com a formação de quem segura o transdutor. Pergunte se o exame é realizado por médico radiologista ou por profissional com título na área.

O segundo é a padronização do laudo. Serviços que utilizam sistemas reconhecidos de estratificação de risco produzem documentos comparáveis entre si e ao longo do tempo, o que facilita o seguimento. O terceiro é a continuidade: fazer sempre no mesmo serviço reduz variação de técnica e permite comparação direta de medidas.

Vale um cuidado final de agenda. Se o médico já sinalizou que pode ser necessária uma avaliação funcional adicional com medicina nuclear, confira antes o preparo desse outro exame, descrito em cintilografia de tireoide e dieta de preparo, porque a ordem dos exames influencia o resultado de alguns deles.

Perguntas frequentes

O ultrassom de tireoide dói ou usa radiação?

Não e não. O exame usa ondas sonoras de alta frequência, sem radiação ionizante, e o desconforto se resume à pressão leve do transdutor e à sensação fria do gel. Pode incomodar um pouco em quem tem dor cervical ou dificuldade para estender o pescoço, e nesse caso vale avisar antes.

Posso fazer o exame grávida ou amamentando?

Sim. A ausência de radiação torna o ultrassom seguro na gestação e na amamentação, e é justamente por isso que ele é o método de imagem preferido para avaliar a tireoide nesses períodos. Avise a equipe da sua condição para que ajustem o posicionamento se houver desconforto.

Nódulo encontrado no ultrassom significa câncer?

Não. Nódulos tireoidianos são achados muito frequentes na população adulta, especialmente com o avanço da idade, e a grande maioria não corresponde a doença maligna. O que o exame faz é estimar risco por características de imagem, orientando quem investigar mais a fundo. A definição é clínica e, quando indicado, citológica.

Preciso repetir o exame de quanto em quanto tempo?

Depende do que foi encontrado. Achados sem características suspeitas e glândulas sem nódulos podem não exigir repetição programada; nódulos em seguimento costumam ser reavaliados em intervalos definidos caso a caso. Quem estabelece o intervalo é o médico que acompanha, considerando laudo, história e exames de função.

O resultado sai na hora?

Em muitos serviços, sim, sobretudo quando o exame é feito em consultório. Em clínicas de imagem maiores, o laudo costuma sair no mesmo dia ou em até dois dias úteis, e as imagens ficam disponíveis em portal ou aplicativo.

Ultrassom substitui o exame de sangue?

Não. São informações complementares e não intercambiáveis. Uma glândula pode ter aparência absolutamente normal na imagem e função alterada nos exames laboratoriais, e o contrário também acontece. Por isso os dois costumam ser pedidos juntos na avaliação inicial.

Dr. Mitsuo Obata
Médico, CRM 52541/PR

Revisado em agosto de 2026.

Referências

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